Data de criação
23 de abril de 1982
O Museu da Terra de Miranda é uma instituição museológica dedicada à salvaguarda, investigação, valorização e difusão do património cultural da Terra de Miranda.
O Museu encontra-se instalado na antiga Domus Municipalis de Miranda do Douro, edifício de cronologia seiscentista que, ao longo do seu percurso histórico, desempenhou funções de caráter administrativo e judicial, acolhendo os antigos Paços do Concelho e a cadeia municipal.
A criação do Museu da Terra de Miranda está intimamente associada à ação do Padre António Maria Mourinho (1917–1996), natural de Sendim, cuja trajetória como historiador, etnógrafo, arqueólogo e investigador se revelou determinante para o conhecimento e valorização da cultura mirandesa.

O Museu da Terra de Miranda integra a tipologia de museu de território, assumindo-se como uma instituição intrinsecamente ligada ao contexto geográfico, histórico e cultural da região que representa.
23 de abril de 1982
Etnográfica, arqueológica e linguística
Instalado na antiga Domus Municipalis de Miranda do Douro
Inventário e patrimonialização, antropologia visual, registos do património imaterial, investigação em antropologia, etnografia, museologia e património cultural imaterial
A visita fica orientada para ação rápida: horários, bilhetes, acessibilidade, atividades para escolas, visitas guiadas e exposições temporárias.
Entrada geral, descontos, grupos escolares, visitas guiadas e marcações especiais.
Informação para mobilidade, leitura fácil, áudio, contraste e acompanhamento de públicos com necessidades específicas.
Atividades por ciclo, oficinas de língua, música, traje, ofícios e património imaterial.
Roteiros para famílias, investigadores, grupos turísticos e comunidade local.
Oficinas, visitas orientadas, exposições temporárias, conversas e ações para escolas e famílias num calendário pensado para voltar ao museu.

Entre 2 e 7 de outubro, o Museu acolhe a residência colaborativa Tramas da Paisagem, desenvolvida pela artista espanhola Irene Trapote, em diálogo com artesãs mirandesas. A oficina de mediação artística propõe um espaço de encontro, partilha e experimentação em torno das práticas manuais ligadas ao território, à memória e à transmissão de saberes. O projeto promove o diálogo entre diferentes gerações e tradições, aproximando a criação contemporânea dos conhecimentos e técnicas que fazem parte da identidade cultural de Miranda do Douro.

É inaugurada a exposição Tramas da Paisagem, de Irene Trapote, que explora os vínculos culturais entre Espanha e Portugal através da paisagem atlântica e dos saberes que, ao longo do tempo, a foram configurando.
A exposição temporária Ramos de Oferenda na Terra de Miranda deixa a proposta para descobrir o património através da experimentação e do contacto com os saberes tradicionais. A inauguração será acompanhada pela apresentação do livro Ramos de Oferenda na Terra de Miranda, com a participação do autor, Mário Correia, e por uma representação do Auto de Natal ao Menino Jesus, de Sendim.

À noite, o Museu recebe o desfile e a apresentação da MONU — Design com Alma Ibérica. Onde a memória encontra a matéria, a tradição encontra a criação e o património se transforma em design. A MONU nasce da união entre o artesanato mirandês e uma visão contemporânea, reinterpretando padrões e técnicas ancestrais através de matérias-primas naturais. Cada peça é única, pensada para durar e para transportar consigo uma herança viva. Inspirada nos monumentos e nas tradições que permanecem ao longo do tempo, a MONU acredita que a verdadeira inovação nasce da memória. Por isso, afasta-se da lógica da moda rápida e assume uma abordagem de slow fashion, criando peças intemporais que valorizam a origem, a natureza e o saber-fazer. MONU é vestir património.